
Depois de toda uma série de mergulhos na internet, em busca de "portos" de informação que me auxiliassem nas reflexões a realizar na disciplina de Tecnologia Educativa, no âmbito da Profissionalização em serviço, dou por ancorado este weblog.
Como reflexão final, esta disciplina contribuiu de forma muito positiva para o meu conhecimento ao nível das e-ferramentas ao serviço do ensino, levando-me a repensar algumas metodologias praticadas na sala de aula no exercicio da minha actividade docente, por forma a construir com os meus alunos um conhecimento mais interactivo e relevante, alicerçado nas ferramentas cognitivas existentes na internet.
segunda-feira, 23 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
As Ferramentas cognitivas ou "Mindtools" são todas as tecnologias ou aplicações que, numa abordagem construtivista, são capazes de fomentar nos alunos o pensamento crítico, permitem uma aprendizagem significativa e envolvem activamente os alunos na pesquisa, construção de conhecimento, reflexão, etc. Segundo Jonassen (2007) os computadores enquanto ferramentas ampliam as nossas competências cognitivas.
Com a grande disseminação dos computadores e o acesso grandes quantidades de informação devemos criar condições para que o aluno aprenda explorando, transformando-o de paciente em agente do processo educativo - alguém que pensa, reflete, dirige, decide e actua.
A computação na sala de aula pode ser útil, como também pode prejudicar. Se for utilizada de forma correta auxilia em muito o professor, agora se for mal utilizada atrapalha o desempenho do aluno.
O apoio estatal na aquisição de equipamentos informáticos é inquestionável, mas em regra geral, a sua utilização fica muito aquém do que seria desejado.
O aluno não deve apenas utilizar o computador, mas deve ser guiado e acompanhado por forma a desenvolver capacidades cognitivas. Aprender a trabalhar e pesqisar no computador, construindo conhecimento, apresentando novas soluções criativas para os problemas que o rodeiam.
Jonassen, D. (2007). Computadores, ferramentas cognitivas.
Learning Management Systems (LMS) são sistemas de apoio ao ensino presencial ou à distância, como é o caso do Blackboard ou do Moodle (Open Source). Funcionam como uma ponte entre o ensino e a aprendizagem, apoiam e aproximam professores e alunos, favorecendo a interactividade e comunicação e partilha de informação. No caso do Moodle, funciona como um ambiente virtual fechado, restrito ao grupo de alunos e professores, que possuem uma palavra-passe para aceder. O ensino é feito através da disponibilização de informação, como links, textos, vídeos relacionados com a matéria abordada, recorrendo a meios como os chats e os fóruns que fomenta a monitorização do trabalho realizado pelos alunos.
Carvalho, A.A. (2007). Rentabilizar a internet no ensino básico e secundário: dos recursos e ferramentas online aos LMS. . Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 03, 25-40.
Nos últimos anos, tem havido um investimento muito grande em tecnologias para conectar alunos e professores tanto no modo de aula presencial como à distância, ampliando, assim, o conceito de sala de aula. Apesar de todo esse investimento, as pessoas não se sentem tão preparadas. As coisas andam muito rapidamente e, quando nos damos conta, saltamos etapas do processo, ficando um vazio em termos de aprendizagem, conhecimento e educação. O ensino implica a compreensão e utilização das novas tecnologias visando a aprendizagem, a compreensão da mediação pedagógica como categoria presente, tanto no uso das técnicas existentes na área como no próprio processo de aprendizagem e avaliação, e, ainda, a clareza do desempenho e papel do professor na aprendizagem.
Jonassen, D. (2007). Computadores, ferramentas cognitivas. Porto: Porto Editora. [capitulo 1, 2]
A Internet, ou simplesmente Net, é um meio massivo e público de comunicação, iniciado nos anos 60. À primeira vista, a internet é uma infra-estrutura de milhões de cabos e computadores. Na verdade, a internet é a combinação de várias sub-redes digitais mais pequenas que partilham informação através desses cabos e computadores.
Todas as sub-redes na internet utilizam uma linguagem digital específica chamada de “protocolo”. Esses protocolos são fundamentais para a transmissão de informação. Cada protocolo cumpre uma determinada função específica. HTTP é o protocolo usado nas páginas Web; Secure Hypertext Transfer Protocol (HTTPs ou SSL) para aceder à página da conta bancária, (SMTP, POP, MAPI) para enviar/receber e-mails, File Transfer Protocol (FTP) para fazer downloads, Internet Relay Chat (IRC), Instant Messaging (IM) para chat, Network News Discussion Groups(NNTP) para grupo de discussão ou forum, P2P Networking (P2P) para partilha de ficheiros, Transmission Control Protocol/Internet Protocol (TCP/IP), etc.
A World Wide Web é a sub-rede mais vasta e popular na internet com 30 biliões de páginas Web. A Web, com origem no ano de 1989, utiliza o protocolo HTTP (Hypertext Transfer Protocol), a linguagem que nos permite “saltar” (hiperligação) entre páginas Web.
Em conclusão a diferença entre Internet e World Wide Web é que uma é o “recipiente” e a outra é um dos conteúdos desse “recipiente”.

Esta imagem ilustra bem a diferença entre Web 1.0 e Web 2.0. A Web 1.0 foi a primeira geração da internet comercial, um mero espaço de leitura pouco interactivo, na medida em que não existiam hiperlinks, onde o usuário era apenas um espectador e não tinha autorização para alterar os conteúdos. O termo Web 2.0 foi criado em 2004 pela empresa O'Reilly Media para designar uma segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web, como wikis, aplicações baseadas em folksonomia e redes sociais. Embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à actualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada e utilizada pelos usuários e programadores. Implica a troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. Ferramentas on-line, como é o caso do blogger, wiki, wikipedia, etc, que permitem partilhar um "mar vasto" de informação, são casos de grande sucesso e democratização da internet. Sites como o del.ici.ous ou o go2web20 são sites que contêm links que permitem ao utilizador conhecer/escolher outro tipo de ferramentas desta nova geração.
sexta-feira, 20 de março de 2009
WebQuest, criado em 1995 pelo norte-americano Bernie Dodge, propõe um método para tornar mais efectivas as pesquisas na Internet propostas na sala de aula.
A grande vantagem do WebQuest é dar um outro sentido à questão da pesquisa na Internet. Os alunos mergulham na net pesquisando sobre temas definidos, com tarefas específicas.
Os alunos são levados de forma gradual, através de uma sequência de lógica de parâmetros a resolver a uma determinada tarefa, pela pesquisa de informação disponibilizada por este instrumento.
O trabalho adquire legitimidade, na medida em que não é apenas uma cópia (ctrl+c) do que existe na rede...
Carvalho, Ana Amélia A. (org.) (2006). WebQuests: Oportunidades para Alunos e Professores, Braga
quarta-feira, 18 de março de 2009
Os Weblogs ou blogs são um dos mais populares serviços gratuitos de publicação de conteúdos disponibilizados na internet, constituindo um formato de edição e publicação em linha que se caracteriza essencialmente pela configuração cronológica inversa, sendo as mensagens mais recentes apresentadas em primeiro lugar. O termo blogger, bloguista ou até blogueiro, vem associado a quem utiliza os blogs.
Sites como o http://www.blogger.com, possibilitam a criação, gestão e alojamento gratuito de weblogs.
A consulta, colocação ou eliminação de mensagens e/ou comentários de um blog, pode ser ou não limitada pelo autor(s) a um determinado grupo de leitores/utilizadores.
Há blogs que funcionam como "desabafo" diário, portfolios pessoais, informativos, de intervenção cívica, etc.
Como recurso pedagógico são um espaço de informação especializada, onde o professor pesquisa e a inventaria blogs cujas temática se enquadrem nas abordagens curriculares e extra-curriculares, adequadas ao nível etário dos seus alunos. A disponibilização de informação por parte do professor implica criação ou inserção de textos, conteúdos abordados ou relacionados com as aulas, que podem ser construídos, tratados e discutidos em co-autoria com os alunos, sob a monitorização do professor.
Como estratégia pedagógica podem assumir a forma de portfolio digital; espaço de intercâmbio e colaboração; espaço de debate; espaço de integração, etc.
O blog como base para a construção de um portfolio digital é um meio pelo qual os alunos podem de uma forma gradual, reflectirem sobre as temáticas e actividades abordadas ao longo das aulas. Os alunos contam, através de imagens estáticas, textos, vídeos a sua história, o seu percurso e as suas conquistas. O blog diminui a distância entre escolas, privilegiando o intercâmbio de ideias, a divulgação de projectos, fomentando o alargamento a actividades inter-escolares. O blog é, também um espaço que pode contribuir para o debate, desenvolvendo competências de pesquisa de informação, domínio da escrita contribuindo para uma maior abertura e tolerância a outros pontos de vista. O blog como espaço de integração de minorias, diferentes culturas, em que todos participam e se sentem integrados na vida escolar.
Gomes, Maria João. Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica, Univ. Minho, Braga
Um blog (contração do termo "Web log"), também chamado de blogue em Portugal, é um site cuja estrutura permite a actualização rápida a partir de acréscimos de tamanho variável, chamados artigos, ou "posts"). Estes são, em geral, organizados de forma cronológica inversa, costumam abordar a temática do blog e podem ser escritos por um número variável de pessoas, de acordo com a política do blog.Muitos blogs fornecem comentários ou notícias sobre um assunto em particular; outros funcionam mais como diários online. Um blog típico combina texto, imagens e links para outros blogs, páginas da web e mídias relacinadas a seu tema. A capacidade de leitores deixarem comentários de forma a interagir é uma parte importante de muitos blogs. (wikipedia)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

